sábado, 18 de julho de 2009

Morre Walter Cronkite, 'o homem mais confiável da América'

Jornalista de 92 anos cobriu importantes fatos históricos dos EUA.Cronkite era considerado um dos âncoras de maior credibilidade.

O jornalista americano Walter Cronkite, um dos âncoras de maior prestígio da TV americana, morreu nesta sexta-feira (17), aos 92 anos. Segundo a emissora CBS, a família informou que Cronkite lutava contra uma doença vascular no cérebro há sete meses.
Conhecido como “o homem mais confiável da América” e lembrado em diversas pesquisas como um dos jornalistas de maior credibilidade nos Estados Unidos, ele apresentou telejornais na CBS entre os anos de 1962 e 1981.
Cronkite participou das coberturas de importantes fatos históricos, como o assassinato do presidente John Kennedy, a guerra do Vietnã, escândalo do Watergate e a chegada do homem à lua.
Cronkite foi considerado o expoente máximo de uma época na qual a figura do âncora acumulava salários milionários, determinava o noticiário emitindo opiniões, monopolizando os grandes eventos, além de influenciar na maneira como o americano deveria pensar.
O modelo combinado de apresentador e editor-chefe de telejornais ainda é referência não só no Estados Unidos como em vários países como o Brasil.
No auge de seus 60 anos de carreira, Cronkite desempenhou um papel crucial na mudança da opinião pública americana sobre a guerra do Vietnã.
Sem paletó, com a manga da camisa dobrada, ele tomou o microfone para anunciar que JFK acabava de ser vítima de um atentado. Uma hora mais tarde, contendo as lágrimas, retirou os óculos de lentes grossas para anunciar ao país a morte de seu presidente.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Claudia Leitte: 29 anos

Cantora desde aos três anos de idade, com uma voz maravilhosa e uma carreira brilhante, a musa Claudia Leiite, completa hoje 29 anos e como sempre, esbanjando energia e simpatia. Mas a festa de aniversário foi antecipada e comemorado na última segunda-feira (06) em parque de diversões.



Um parque de diversões com direito a montanha-russa, carrinho de bate-bate, elevador de quase 70 m de altura e queda livre de 94 Km/h, chapéu mexicano e muito mais: foi no Hopi Hari que Claudia Leitte recebeu o carinho de sua equipe e de alguns amigos para iniciar as comemorações de seus 29 anos.
"Foi uma grande surpresa essa festa e quero aproveitar o máximo que puder", declarou Claudia pouco antes da maratona de brincadeiras começar. O ponto de encontro foi um hotel de São Paulo. Ali estavam seus produtores, seguranças, pais, irmão, sobrinhos, cunhados, sogros e músicos, organizadores da grande comemoração. E já durante o percurso, a alegria podia ser vista nos olhos de todos. Quando desembarcaram no Hopi Hari, o clima de descontração aumentou ainda mais. Claudia se sentia em casa e colocou todo o lado criança para fora.
"Não quero ver ninguém parado ou com medo. Vamos subir e descer, sentir o vento no rosto e aproveitar cada momento dessa festa linda que vocês me deram". E ali na entrada já começou a receber seus amigos como o ator Cássio Reis, o estilista Walério Araújo. Ao passar do dia foram chegando outros queridos como a apresentadora Adriane Galisteu, a jogadora de vôlei Virna, a atriz Mila Christie e o piloto Antonio Pizzonia.
O roteiro de diversão criado pelo Hopi Hari especialmente para a festa de Claudia Leitte incluiu brinquedos de pura emoção como a Montezum, quinta maior montanha-russa do mundo, onde os visitantes percorrem 1024 metros em 58 segundos e uma velocidade de até 103 km/h, e opções mais comportadas como o Vambate, carrinho de bate-bate, que fez a alegria da mãe da cantora.
"Esse aqui é o meu preferido. Vou quantas vezes puder", contou dona Ilna Leitte com muita empolgação.No cardápio estavam todas as delícias de um parque de diversão: cachorro quente, refrigerante, suco, pipoca, algodão-doce e maçã do amor. Além disso, na hora de cantar parabéns, a mesa contava com várias guloseimas que fizeram a festa da "garotada", como bolo de chocolate, brigadeiro, beijinho, balas, pirulitos e jujubas. Tudo preparado por uma empresa especializada de Jundiaí.E a festa só teve fim quando a noite caiu e todos já sentiam o cansaço batendo. Era hora de se despedir daquele dia mágico. E Claudia Leitte terminou dizendo assim: "Foi a melhor festa do mundo".

Fonte: Carnasite

Dia da Pizza

Hoje é festejado o Dia Internacional da Pizza, um dos pratos mais conhecidos e saboreados no mundo.

O Dia da Pizza é comemorado desde 1985 em São Paulo. A data foi instituída pelo então secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, por ocasião de um concurso estadual que elegeria as 10 melhores receitas de mussarela e margherita. Empolgado com o sucesso do evento, ele escolheu a data de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração da redonda.

História da pizza

No dia 11 de junho de 1889, Raffaele Esposito foi convidado a preparar uma pizza para rainha Margherita, esposa do rei Humberto, recém-unificado reino da Itália. Segundo os arquivos históricos, o pizzaiolo colocou tomate e queijo mussarela sobre a massa. Diz a tradição que a rainha admirou e degustou tanto, que deu o seu nome para a pizza, Margherita. Assim ficou registrado o primeiro pizzaiolo da história.
Mas a história da pizza começou há seis mil anos, com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.
Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão-de-abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.

Da Itália para o mundo

A pizza era um alimento de pessoas pobres do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita tinha o objetivo de "matar a fome" principalmente da parte mais humilde da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a "Port'Alba", ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras.
Chegou ao Brasil da mesma forma, por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país. A partir de 1985, comemora-se o Dia da Pizza aos 10 de julho.
Foi no Brás, bairro paulistano dos imigrantes italianos, que as primeiras pizzas começaram a ser comercializadas no Brasil. Segundo consta no livro "Retalhos da Velha São Paulo", foi nos fornos do restaurante de Geraldo Sesso Jr., a "Cantina Dom Carmenielo", que os apreciadores da culinária Italiana passaram a poder degustar a iguaria napolitana.
Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela cidade de São Paulo, sendo abertas novas cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas cada vez mais diversificadas e até mesmo criativas. No princípio, seguindo a tradição italiana, as de mussarela e anchova eram as mais presentes, mas as hortaliças e os embutidos começaram a se tornar mais acessíveis no país – e a criatividade dos brasileiros fez surgir os mais diversos sabores.
A variedade de coberturas que se pode colocar sobre uma pizza é quase infinita, entretanto, algumas preparações são tradicionais e têm fiéis seguidores:

• Margherita: tomate, queijo mussarela e folhas de manjericão (nomeada em homenagem à princesa-consorte Margarida de Savóia, que adorava pizzas);
• Mussarela: tomate, queijo mussarela, orégano e azeitonas pretas;
• Portuguesa: tomate, presunto (fiambre), queijo mussarela, cebola, ovos cozidos e azeitonas pretas e/ou verdes;
• Calabresa: tomate, lingüiça (chouriço) calabresa, cebola e azeitonas pretas;
• Toscana: tomate, queijo mussarela misturada com linguiça (chouriço) toscana moída e azeitonas pretas;
• Pepperoni: tomate, queijo mussarela, rodelas de salame pepperoni e azeitonas pretas;
• Quatro queijos: tomate, queijos mussarela, gorgonzola, parmesão e requeijão, e azeitonas pretas (há variações em três e cinco queijos);
• Pomodoro: tomate, queijos mussarela e parmesão ralado, alho e azeitonas pretas;
• Alice ("anchova" em italiano) ou aliche: tomate e anchovas.

A verdadeira pizza napolitana

Em 1982 foi fundada, em Nápoles, na Itália, por Antonio Pace, a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana, em italiano) com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normatiza as suas principais características.
A associação age fortemente na Itália para que a pizza napolitana seja reconhecida pelo governo como "DOC" (di origine controllata, Denominação de Origem Controlada em português). Em 2004, um projecto de lei foi enviado ao parlamento, com o intuito de regulamentar por lei as verdadeiras características da pizza napolitana. O "DOC" é uma designação que regulamenta produtos regionais tais como os famosos vinhos portugueses.
Segundo a associação, a Verace Pizza Napolitana deve ser confeccionada com farinha, fermento natural ou leveduras de cerveja, água e sal. A pizza deve ser ainda trabalhada somente com as mãos ou por alguns misturadores devidamente aprovados por um comitê da organização. Depois de descansar, a massa deve ser esticada com as mãos, sem o uso de rolo ou equipamento mecânico. Na hora de assar, a pizza deve ser colocada em forno a lenha (somente), a 485°C, sendo que sobre a superfície do forno não deve ser colocado nenhum outro utensílio.
A variedade de coberturas é reconhecida pela organização, porém devem ter a sua aprovação, estando em conformidade com as tradições napolitanas e não contrastando com nenhuma regra gastronômica. Algumas coberturas são tidas como tradicionais, sendo elas (respeitando seus nomes italianos):

• Marinara (Napolitana): tomate, azeite de oliva, orégano e alho.
• Margherita: tomate, azeite de oliva, queijo mussarela e manjericão.
• Ripieno (Calzone), uma pizza recheada: ricota, mussarela especial, azeite de oliva e salame.
• Formaggio e Pomodoro: tomate, azeite de oliva e queijo parmesão ralado.

Quando degustada, a pizza deve apresentar-se macia, bem assada, suave, elástica e fácil de ser dobrada pela metade.
A pizza deve ser obrigatoriamente redonda, não podendo o seu diâmetro ser maior do que trinta e cinco centímetros. Outra medida, a espessura no centro do disco, não deve ser maior do que cinco milímetros, e a borda não pode ser maior do que dois centímetros.

São Paulo – capital mundial da pizza

Especialmente na cidade de São Paulo, que tem uma grande colônia italiana, o consumo de pizzas é grande e sofisticado, com o ato de reunir-se numa pizzaria. Desse costume, surgiu a expressão, comumente usada no país, associando um processo que envolva ações de ética ou legalidade duvidosa a esta celebração. Quando apenas alguns dos envolvidos de menor importância são penalizados ou exista um movimento de acomodação, terminando em mesa de negociação, ou "terminando em pizza", como se as partes envolvidas, acusados e acusadores, se sentassem numa pizzaria e, apreciando a saborosa iguaria, celebrassem o acordo durante uma "rodada de pizza".
São Paulo é a segunda cidade do mundo onde mais se consome pizzas – só perde para Nova York (EUA). São quase 6.000 pizzarias na capital que produzem cerca de 1 milhão de redondas por dia!

Fonte:
wikipedia.org

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Senador apresenta emenda constitucional pela obrigatoriedade do diploma

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que institui a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão será apresentada à Mesa Diretora do Senado nesta quarta-feira (1/7), às 18h, segundo o portal Comunique-se. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, conseguiu o apoio de 50 dos 81 parlamentares. O mínimo exigido para a apresentação da PEC é de 27 assinaturas.
Depois da apresentação, a PEC dos Jornalistas, como a proposta está sendo chamada, será encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça. Caso seja aprovada, ela volta para o Plenário para votação em dois turnos.
"A minha intenção não é a de confrontar o STF, mas sim a de buscar uma solução de consenso, que valorize o jornalismo profissional", defende Valadares, fazendo referência à decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a exigência da formação superior para o exercício do Jornalismo.
A PEC acrescenta o artigo 220-A à Constituição, tornando o exercício da profissão de jornalista privativo do portador de diploma de curso superior em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo.
A proposta abre duas exceções para a atividade jornalística sem a graduação na área. O colaborador, que, "sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural"; e o jornalista provisionado, que já possui registro profissional regular.

FONTE: SJSP

sábado, 20 de junho de 2009

Carta ao senhor Gilmar Mendes

A V. Exª senhor ministro do Supremo Tribunal Federal

Senhor ministro, talvez, esta carta seja extensa devido ao assunto. Na verdade, nem sei se posso representar todos os colegas de profissão, mas sei que boa parte concordará comigo. A decisão do Supremo Tribunal Federal de não exigir o diploma para a função de jornalista está causando grande alvoroço entre os que, com muitas dificuldades, estudo e anos em salas de aulas, se sentem incapazes diante do fato.
Levando em consideração suas falas ao proferir o voto no plenário do STF (“Os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada”), penso que, como cidadão, tenho o direito de me manifestar.
O senhor, enquanto jurista, graduou-se em Brasília, no ano de 1978. Na mesma instituição, em 1987, concluiu seu mestrado em Direito e Estado. Em 1988, o senhor teve uma oportunidade que poucos brasileiros têm: a de viajar ao exterior (Alemanha) para concluir um outro mestrado e, por fim, o doutorado. Sinto-me muito feliz ao saber que um brasileiro, como eu, teve tantas oportunidades e se destacou. Vivemos em um país de tão poucas oportunidades que, quando vemos o triunfo de uma pessoa de mesma nacionalidade, sentimo-nos como se fosse conosco.
Mas por que falo em oportunidades e estudo? Vou fazer uso de suas palavras. Para mim, Oportunidade e estudo são coisas imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada.
Na faculdade de jornalismo, aprendi muito mais que técnicas para redigir a jornais, trabalhar em televisão ou rádio. Ensinaram-me que tinha, através da ética, do respeito e do compromisso com a sociedade, de relatar os fatos como se mostram. Isso, muitas vezes, acaba ferindo alguém, mexendo com pessoas importantes, mas, graças a Deus, também faz com que a sociedade reflita, pense e, baseada na liberdade garantida pela Constituição, enxergue um caminho para modificar algumas coisas, e também quem são algumas pessoas. Acho muito importante que começássemos a nos questionar sobre o que fazemos de bom para a humanidade. Nem precisamos chegar a tocar naquelas pessoas que, de forma voluntária, fazem caridades a tantos famintos, sem estudo, sem teto, sem emprego, sem saúde, enfim, sem nada. Queria manter a carta pensando se somos capazes de fazer algo dentro de nossas próprias atribuições profissionais. Não que eu pense que o senhor não contribua. Por favor, não pense isso. Só quero dizer que, como jornalista, aprendi que é de extrema importância questionar o que vejo, para tentar esclarecer por que as coisas andam tão complicadas.
Nos meus estudos de sociologia, antropologia, filosofia etc (tudo no curso de jornalismo, ta?), vi que desigualdade sempre existiu, mas também percebi que, mesmo com passos de formiga e sem vontade, algumas coisas mudaram. Se hoje tenho alguns ídolos, mesmo sendo um brasileiro “sem” (quem sabe sem emprego depois desta carta), eles vieram da música, do teatro, das salas de aulas, da convivência e dos livros. Com tantos diplomas, o senhor bem sabe a importância deles. Adivinha de onde comecei a conhecer tantas pessoas bacanas? Dos jornais, revistas, programas de TV, rádio e meios de comunicação em geral.
Durante esse tempo, em que formava minha personalidade, nem imaginava cursar jornalismo. Pensava em ser advogado. Depois, fiquei com medo de lidar com julgamentos. Particularmente, acho isso muito perigoso. Admiro muito quem exerce a profissão conscientemente. Confesso que fiquei um pouco impressionado com a coragem do procurador Rodrigo de Grandis, ao falar que sua decisão de conceder habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas era inconstitucional. Rapidinho, na mesma entrevista, ele se corrigiu. Disse que, apesar de tudo, o Ministério Público respeitava sua decisão. Mas os amigos jornalistas, que são tidos como o 4º Poder (e bota poder nisso), não são fáceis. Contestaram a liberação do Dantas e dos outros nove, com milhares de provas, incluindo grampos telefônicos (Verônica, irmã de Daniel Dantas, fala no dia 14 de maio com um certo Arthur. “Precisa passar os detalhes sobre a legislação para o Madeira que é amigo do Gilmar (ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal) e isso pode parar na mão dele” (ministro)). Mas essa gente não para de trabalhar e foi logo catar um especialista para ver se não estava cometendo um erro. O senhor chegou a ler o que o juiz aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Wálter Maierovitch falou sobre o caso? Olha o que os jornalistas foram buscar:
- Ele (Gilmar Mendes) está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele.
E nós, jornalistas, ainda somos obrigados a levar a pobre sociedade outras coisas tão bobas. Mas que, como dizem por aí, dão uma audiência danada. Vou exemplificar para o senhor: lembra de uma das brigas que o senhor teve com o ministro Joaquim Barbosa? Por que ele diz: “V. Ex.ª está destruindo a Justiça deste País. Saia à rua, ministro Gilmar. V.Ex.ª está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário Brasileiro? Não entendi quase nada daquilo. Juro!
Apesar de as pessoas terem a mania de fazer piada associando advogados a ladrões e safados, nunca acreditei nisso. Só acho que uma pessoa age dessa forma ilícita quando é provado. Também trouxe isso da faculdade: não julgar sem conhecimento.
Mas queria escrever tantas coisas nesta carta que, para ser sincero, nem sei por onde começar. Sendo sincero mais um pouquinho, não sei como acabar. Só sei que vou conseguir.
O senhor afirmou que nossa profissão não expõe a risco terceiros. Eu posso, a partir de agora, escrever qualquer coisa, sobre qualquer pessoa, sem provas? Não serei processado? Acho que vou rever todos os meus conceitos. Imagina o que os meus colegas não vão fazer com prefeito que tira moradia de mais pobres, parlamentar que dirige bêbado, governador que manda a polícia matar, presidente que não sabe de nada... O pessoal vai se acabar. Só quero ver os que vão exercer sem conhecimento. Vai ser uma festa. Aliás, estou adorando isso. O Brasil está bem demais. V. Ex.ª já ouviu o funk da popozuda dizendo que vai ser ministra da Educação? Adorei a ideia. Ela e o Lula, por sinal, saíram muito bem na foto.
Mas são muitas coisas a dizer. O que não posso esquecer é de, antes de terminar, convidá-lo para um café (veja como sou convencido em achar que o senhor vai aceitar!). Caso ache proveitoso, no dia 23 (terça-feira), sei que o senhor dará uma palestra na Fundação Getúlio Vargas, na Praia de Botafogo, 190, entre 17h e 18h30. Como esses eventos sempre atrasam, meus telefones estão abaixo. Fique à vontade para marcar por volta das 20h. Encontro o senhor lá na porta, e o senhor me explica melhor a relação do jornalista diplomado com o chefe de cozinha.
Se um dia conseguir ficar rico, meu chefe de cozinha não vai precisar ter diploma. Afinal, vejo gente que tem tantos, mas usando a sabedoria para o mal. Se tiver a sorte de enriquecer mesmo, vou lembrar de um coleguinha de redação e perguntar se, após o expediente, não quer vir ganhar mais um pouco como meu cozinheiro.
Por Ricardo Freire Rubim
Jornalista

Repúdio à medida do STF

Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, que por 8 votos a 1 considerou na quarta-feira (17/6), em Brasília, que a universidade não é importante, nem essencial para a formação de qualidade para a profissão de jornalista, a diretoria do Sindicato vem a público manifestar o repúdio contra a equivocada medida, que certamente terá desdobramentos nocivos na categoria.
"O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo foi uma das instituições que mais se envolveu na campanha pela defesa da formação profissional. Organizamos e participamos de manifestações, debates, palestras, escrevemos textos e notificamos mensalmente no Unidade os acontecimentos. Além disso, foi nosso Sindicato (em parceria com a Fenaj) que ingressou na Justiça com a ação em defesa do diploma.
Mas agora os jornalistas passam pela humilhação imposta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que, ao julgar desnecessário o diploma universitário para o exercício do jornalismo, comparou a profissão à de um cozinheiro, não com a de um grande chef internacional, mas com a atividade daquele que sequer fez um curso básico do Senac.
Se fosse apenas uma opinião pessoal de um desqualificado já seria ofensivo. Mas vindo do presidente do STF, daquele que um de seus pares acusou publicamente de estar "destruindo a Justiça", a decisão joga 100 anos de história de luta pela regulamentação da profissão no lixo e aponta para o fim do jornalismo como conhecemos.
Com o fim da Lei de Imprensa, decretada pelo mesmo STF há algumas semanas, Gilmar Mendes assinou um cheque em branco para os empresários da mídia. Agora, caso o cidadão se sinta lesado em questões de informação e imprensa, é só contratar um bom (e normalmente caro) escritório de advocacia, iniciar um processo penal ou cível, participar de uma batalha judicial e esperar pacientemente alguns anos – o julgamento do diploma durou oito anos.
Mas a perspectiva é ainda mais sombria. A se levar em conta o teor do voto do ministro Gilmar Mendes, o futuro será assustador. Segundo sua avaliação (que foi "acompanhada" por mais sete integrantes da mais alta corte de Justiça do País) é proibido no Brasil se criar qualquer regra de normatização do setor. Somente as empresas – e isso foi dito abertamente – têm condições de se auto-regularem. Traduzindo em linguagem popular: é a raposa tomando conta do galinheiro.
É uma análise política da questão. Ainda que restem algumas dúvidas que só serão resolvidas depois da publicação do acórdão, judicialmente a decisão se limita a eliminar o artigo 4º inciso 3º da lei atual - a parte que diz respeito à necessidade do diploma para se obter o registro profissional. Portanto, a lei foi revogada parcialmente.
É importante afirmar aos jornalistas que a profissão não desapareceu, continua a ser regulamentada por outros instrumentos, como um capítulo específico na CLT e as convenções coletivas (que definem, entre outros assuntos, o piso salarial). Também é essencial salientar que o papel do Sindicato dos Jornalistas não se esvaziou. Ao contrário, na fraqueza da legislação, ele se torna a mais importante instituição de defesa do jornalista. Portanto, nesta conjuntura adversa, a unidade em torno do Sindicato dos Jornalistas é essencial.
A sociedade, indignada com a distorção a que foi submetido o conceito de liberdade de expressão utilizado como desculpa para a sentença judicial, já começa a se manifestar. Jornalistas e estudantes protestam, em todo o País, contra a decisão com o apoio aberto da população.
A sociedade tem no Sindicato dos Jornalistas uma referência e um aliado nesta batalha. Reafirmamos que a luta pela defesa da formação do jornalista continua, pois um profissional melhor preparado significa informação qualificada para a população e, assim, proteção para o cidadão. Também não abriremos mão da defesa dos interesses trabalhistas dos jornalistas e defenderemos a regulamentação profissional e a especificidade da profissão, seja no judiciário ou no Legislativo. Assim, os jornalistas brasileiros se voltam agora para a recriação do marco regulatório da comunicação brasileira, para a criação de uma nova lei de imprensa e de uma nova regulamentação profissional.
O Sindicato do Jornalistas Profissionais começa agora esta jornada e irá convocar toda a sociedade para democratizar a comunicação no País e impedir que o setor seja tratado como feudo dos grandes grupos de mídia."

FONTE: SJSP

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Confirmado! Oi Fashion Rocks vai trazer Mariah Carey para o Rio

Além da cantora, o evento de moda, que vai acontecer em outubro, terá mais três atrações internacionais

Depois de muito disse-me-disse, foram confirmadas no início da tarde desta quarta-feira, 13, em uma coletiva de imprensa no Copacabana Palace, algumas das atrações do Oi Fashion Rocks, que une astros da música com grandes nomes das passarelas, no Rio.
Para animar o evento - que irá acontecer fora do eixo Estados Unidos-Europa pela primeira vez - serão chamadas quatro atrações da música e quatro nomes da moda internacional, que irão dividir espaço com quatro grandes nomes do cenário musical nacional e vários estilistas brasileiros.
Entre os nomes já confirmados estão a cantora Mariah Carey, que vai voltar a se apresentar no país, e desfiles das grifes Marc Jacobs e Versace. Do lado nacional, apenas Lenny Niemeyer, com sua grife moda praia, foi anunciada.
O evento terá curadoria de Paulo Borges, organizador da São Paulo Fashion Week, e vai acontecer no dia 24 de outubro, no Jockey Clube do Rio, para 5 mil pessoas.

Eliane Santos, Do EGO